Um monólogo intitulado “Quero ser Elke Maravilha” estreia no Teatro Candido Mendes, em Ipanema, em agosto. O espetáculo é uma homenagem à artista Elke Maravilha, que faleceu em 2016, e segue a jornada de um jovem que se inspira em sua vida e busca a liberdade e a autenticidade.
O monólogo foi idealizado e encenado por Igor Castilho, que também assina o texto e a dramaturgia. Ele conta que a inspiração veio da própria identificação com Elke Maravilha e do desejo de compartilhar esse processo com o público. O objetivo é inspirar outras pessoas a reconhecer e se apropriar de suas singularidades como qualidades.
Elke Maravilha foi uma personalidade da televisão, ativista, modelo, apresentadora e atriz, que nasceu na Rússia e se estabeleceu no Brasil. Ela foi uma figura icônica e sua vida é um exemplo de liberdade e autenticidade.
O monólogo “Quero ser Elke Maravilha” é uma reflexão sobre identidade, pertencimento e liberdade, mostrando que as diferenças podem ser uma fonte de força e expressão do sujeito.
Elke Grünupp, uma mulher com fluência em oito idiomas, mudou-se para Porto Alegre (RS) e trabalhou como secretária bilíngue e professora de francês e inglês. Ela também cursou faculdades de Filosofia, Medicina e Letras da UFRGS e se formou tradutora e intérprete de línguas estrangeiras.
Aos 20 anos, Elke passou dois anos na Europa, onde conheceu seu primeiro marido e começou a atuar como modelo e manequim. Ela se tornou grande amiga de estilistas famosos e foi presa pela ditadura militar por protestar contra a prisão de um filho de uma estilista, perdendo sua cidadania brasileira e se tornando apátrida.
Elke teve sucesso nas passarelas e começou a atuar no cinema, teatro e televisão, marcando presença em produções importantes. O espetáculo “Quero ser Elke Maravilha” é um tributo à sua vida e propõe uma reflexão sobre identidade, pertencimento e liberdade, mostrando que a autenticidade e a liberdade podem ser fontes de força e expressão.