O Grupo Marujos Pataxó lançou o projeto “Memórias Ancestrais do Povo Pataxó”, que teve como objetivo registrar, preservar e valorizar o patrimônio cultural imaterial da comunidade Pataxó no sul da Bahia.
O projeto foi realizado com recursos da Lei Paulo Gustavo e contou com a participação de 35 aldeias, resultando em um livro, documentário e álbum especial feito pelas crianças da Aldeia Mãe, conhecidos como os Marujinhos Pataxó.
As oficinas culturais intergeracionais, conduzidas pela mestra anciã Maria Coruja, reativaram memórias que atravessam gerações e resultaram na publicação do livro “Memórias Ancestrais – Mapeamento Artístico, Cultural e Territorial do Povo Pataxó”.
O livro é um instrumento de salvaguarda do patrimônio cultural imaterial e reúne história, território, espiritualidade, samba indígena, cantigas de roda, grafismos, medicina tradicional, modos de vida e relatos de anciãos.
O projeto também gerou uma série de documentários e vídeos temáticos, incluindo “Cantigas de Roda Ancestrais da Aldeia Mãe – Maria Coruja e os Marujinhos Pataxó” e “Tecendo Ancestralidade nas Linhas do Tucum”.
Além disso, nasceu o álbum “Cantigas Ancestrais”, primeiro disco dos Marujinhos Pataxó, com participação especial de anciãs da Aldeia Mãe Barra Velha, em especial Maria Coruja.
Um projeto de resgate cultural, chamado Memórias Ancestrais, foi desenvolvido pela Aldeia Mãe Pataxó, localizada na Bahia. O projeto contou com a produção musical de artistas como Lênis Rino, DJ Abigail e Caio Maia, e resgatou canções centenárias esquecidas pelo tempo.
O projeto teve um impacto significativo, pois o grupo Marujos Pataxó foi premiado com o 38º Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, concedido pelo IPHAN, por seu trabalho de manutenção e revitalização do samba indígena e das cantigas ancestrais Pataxó.
Memórias Ancestrais é mais do que um disco, é um testemunho sonoro da força de um povo que transforma dor em arte e invisibilidade em voz. O samba indígena é celebrado como ritual, memória e modo de vida na Aldeia Mãe, e as canções traduzem esse sentimento com letras que falam da natureza, do campo, da fé e das lutas do povo Pataxó.
O projeto é parte de um esforço maior de resgate cultural iniciado pelo projeto Marujos Pataxó, que já lançou dois álbuns com músicas inéditas e um forte apelo pela demarcação das terras indígenas no Brasil.